Os alquimistas estão chegando

Replicando:

O negócio é entender as razões e desrazões da replicação. Não se trata de individualização, a prática não é individual. A replicação é um papel social que representamos de uma ou outra forma. Com uma ou outra motivação (ou sem).

Nós, replicadores, chegamos. Não somos muito discretos, mas talvez silenciosos. Moramos muito perto dos homens, mas também muito longe. Não escolhemos com carinho nem a hora e nem o tempo do nosso trabalho, que não é tão precioso. Não somos pacientes, mas podemos ser mais ou menos passivos e, sem sombra de dúvida, perseverantes.

Executamos desde a trituração à fixação, a destilação e a coagulação; segundo regras evidentemente herméticas. Trazemos todos e utilizamos os nossos cadinhos, vasos de vidro e potes de louça, ainda que não saibamos bem como essa coisa toda funciona.

E não evitamos, ou não deveríamos evitar, quaisquer relações com pessoas de temperamento sórdido. Sordidez é um substantivo fora de moda, ainda mais porque o dicionário diz que é feminino. Por que feminino?

Sordidez: “Estado de imundície, de repelente abandono, caracterizado por miséria extrema”. Ahh, isso não é tão mal assim… Dependendo da limpeza, é melhor a imundície. Repelente abandono? E se somos nós que repelimos? Miséria? E se a miséria for a da crítica?

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6 respostas para Os alquimistas estão chegando

  1. Mônica disse:

    Isso é que é replicar com categoria.

  2. Mônica disse:

    Você sabe que não sei quem é a bola. Mas essa foi uma replicação e tanto!

  3. Pingback: Tweets that mention Os alquimistas estão chegando | Sociologia do Absurdo -- Topsy.com

  4. Dá vontade de abrir um daqueles spams de replicador, sair copiando tudo quanto é e-mail e mandar esse post duas, três, quatro vezes ao dia. Replicar e Re-replicar. Só não o faço porque não gosto disso. Além do mais atrairia tanta gente doida nesse blog pra lhe encher o saco… não tenho motivo pra lhe fazer tamanho mal. Hahahaha.

  5. Virgílio disse:

    Ninguém diz que o ex-jogador do Flamengo, Jorginho, é o genial divulgador de Charles da .45 (pra não dar muita bandeira virou Charles 45). Era um expropriador das antigas, do tempo do Cara de Cavalo, Mineirinho, etc (vejam os novos o Hélio Oiticica e o SEJA MARGINAL SEJA HERÓI, que na época tinha acento). ‘Protetor dos fracos e dos oprimidos’ e era mesmo, com ele a polícia não folgava.
    Jorge Bem teve que virar Benjor porque foi plagiado a vida inteira e seus direitos autorais (chamem o Dr. Osmar Gusmão, por favor!!!) eram creditados à Jorge Benson.
    A crítica da crítica crítica jamais pode ser miserável.
    Não do jeito que você faz, Carlos.
    Soubesse onde fica o buraco da fechadura mandaria neste comentário a foto do parangolé do Hélio Oiticica, que mando em um correio separado ocê querendo por.
    Sórdido é o capitalismo, esse filho da puta insustentável.
    Que se apropria, parasita, até mesmo das novas possibilidades de construção de informação.
    Oportuno RODOLFO WALSH, que todos devem decorar as três últimas cartas.
    Eram cartas pra posteridade!

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